Ontem fui assistir ao espetáculo Appris par Corps, da companhia Un loup par l'homme, parte da programação do Cena Contemporânea desse ano (aliás, imperdível!).
São dois homens no palco, dialogando através da dança e da acrobacia de uma maneira impressionante. Apesar da intensidade dos movimentos, há muita leveza, fluidez e sintonia, o que acaba por eliminar, em boa parte do tempo, aquela suspensão da respiração típica de espetáculos circenses/acrobáticos.
Vale a pena ver pela beleza e precisão do trabalho corporal, pelo bom-humor do espetáculo e pelas reações da platéia - umas das partes mais divertidas da noite, eu achei. Metade achava que estava diante de um quadro circense; a outra, pensava que assistia a um super cult espetáculo de dança contemporânea. Resultado: no meio do espetáculo, depois de uma acrobacia impressionante qualquer, a primeira metade aplaudia e soltava gritinhos de empolgação (como no circo), enquanto a outra metade, com cara feia e arrogante, pedia silêncio num coro de ssshhhhhh (como que pedindo o silêncio necessário à apreciação da arte em cena). Hilário!
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