segunda-feira, 8 de junho de 2009

Glossário

FIM: o fim é a falta de novos começos.
ENIGMA: eu para mim às vezes.
CARAVANA: bonito ver passar. Várias gentes, gentes várias. Muitas cores e alguma música. Ou não. Ou todos cansados, com muita sede, os olhos cegos pela areia. Nunca chegando a lugar algum.
GAIOLA: canto triste de pássaro preso. Vôo em potencial.
LIBERDADE: o vôo do pássaro preso na gaiola.
ESCREVER: fazer vida, viver. Dar fim ao enigma do ser, dar liberdade ao pássaro na gaiola, conduzir a caravana.
NAUFRÁGIO: afundamento. Não fazer vida. Não desvendar algum dia o enigma.
LUZ: vai acabar, ao que parece.
TEMPO: sempre falta, nunca volta, nunca dura. O tempo (minúsculo) é o castrador das vidas, o algoz dos sonhos irrealizados.
PAPEL: em branco. E agora?
FOTOGRAFIA: pedaços seqüestrados de almas alheias. Às vezes da minha.
CAIXA: de papel, de madeira, de prata, de palha, de pandora. Permanece a esperança. Por que? Tão ruim viver de esperança...
REDE: acessório indispensável nas tardes agradáveis de qualquer tempo, de qualquer lugar. Balanço de água, de ar. Sensação de ser criança de novo.
SAPATO: engraçados alguns. Talvez das coisas que mais digam a respeito de uma pessoa. Divertido tentar adivinhar como é alguém olhando para o sapato.
CHUVA: cheiro de terra molhada, verdejar de tudo. Cidade verde e viva. A chuva é mais chuva para quem vive em Brasília.
MÃOS: galhos vivos que se mexem. Grandes operárias do cérebro.
FIM: nada mais. Faltam-me novos começos. O tempo urge... O tempo, sempre o tempo...

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