segunda-feira, 28 de setembro de 2009

À lua

Há dias em que a lua aparece branca
Inteira
Iluminada

E o reverso faz-se direito
Teso, retilíneo.
Mas também leve e fugidio
Quase corriqueiro
Quase corredio
Quase sombra se não fosse luz

E o revolto faz-se pacífico
Lento e dourado
Caminhando pela áurea escuridão alumiada
Embalado por um cântico de eternas noites
De eternas notas
De infinitos suspiros
De ventos quase brisas
E de brisas quase ventos

E as cores, já menos cores
Espelham brilho
Ressaltam contornos
Abrem caminhos
Para deixar passar a lua
Que às vezes surge inteira
Branca
Iluminando

Nina Madsen

4 comentários:

  1. Gostei muito
    Essa lua das metamorfoses, da reconversão de extremos
    Também uma lua outro da gente, lua entidade mito-poética.
    Nunca fiz poesia pra lua - e conheço poucas...
    Grande bj

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  2. Gostei muito dessa faceta que não conhecia.

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