Há dias em que a lua aparece branca
Inteira
Iluminada
E o reverso faz-se direito
Teso, retilíneo.
Mas também leve e fugidio
Quase corriqueiro
Quase corredio
Quase sombra se não fosse luz
E o revolto faz-se pacífico
Lento e dourado
Caminhando pela áurea escuridão alumiada
Embalado por um cântico de eternas noites
De eternas notas
De infinitos suspiros
De ventos quase brisas
E de brisas quase ventos
E as cores, já menos cores
Espelham brilho
Ressaltam contornos
Abrem caminhos
Para deixar passar a lua
Que às vezes surge inteira
Branca
Iluminando
Nina Madsen
Belo Poema!
ResponderExcluirIara
Gostei muito
ResponderExcluirEssa lua das metamorfoses, da reconversão de extremos
Também uma lua outro da gente, lua entidade mito-poética.
Nunca fiz poesia pra lua - e conheço poucas...
Grande bj
Gostei muito dessa faceta que não conhecia.
ResponderExcluirLindo!
ResponderExcluir